Representantes de agricultores indígenas de Rondônia participam de evento com Bolsonaro


Representantes da Cooperativa Extrativista de Castanha Indígena (Coocasin), em Rondônia, participaram do Seminário sobre Etnodesenvolvimento e Sustentabilidade no Centro-Oeste, em Cuiabá. O evento contou com a presença do presidente da República Jair Bolsonaro, nesta quinta-feira (19).


João Paulo Cinta Larga, presidente da Cooperativa, que fica na Reserva Roosevelt, disse que apoia a produção sustentável, fazendo com que os indígenas tenham dignidade e liberdade e, ao mesmo tempo, preservando a natureza.


“Nós indígenas queremos trabalhar assim como qualquer um e contribuir com o desenvolvimento do Brasil. Por isso, quisemos prestar apoio ao presidente que vem tomando medidas para que nós tenhamos espaço e dignidade”, afirmou.



A cooperativa foi representada, no evento, pelas assessoras jurídicas da entidade, Cássia Souza Lourenço e Ane Sena.


“Os indígenas querem ter a liberdade para produzir em suas terras com ciência das regras e comprometidos com a legislação”, declarou Cássia Lourenço.


O trabalho desenvolvido pelos indígenas Cinta Larga, por meio da Coocasin, é reconhecido nacionalmente e até mundialmente.



Na área indígena, localizada em Cacoal, os trabalhadores extraem a castanha do Brasil. A produção in natura é transportada para Ji-Paraná, onde fica a sede da cooperativa, e no local é feito o beneficiamento e classificação das castanhas.


Todo esse processo é feito pelos indígenas da etnia Cinta Larga, sem usar nenhum produto químico. Por fim, as castanhas são embaladas a vácuo para a comercialização. “Isso tem mudado a nossa história, a história do nosso povo Cinta Larga. Nós vamos lutar para conseguir mudar a nossa história. Através da castanha vamos construir um novo futuro, com saúde, com mais trabalho, mais dignidade”, disse Carachabá Cinta Larga, um dos trabalhadores que atuam na colheita da castanha na região.


Em seu discurso, Jair Bolsonaro defendeu que o governo forneça condições para que os indígenas desenvolvam atividades agrícolas em suas áreas.


“Eles têm o direito e nós temos o dever de dar liberdade para eles produzirem. Um irmão nosso trabalhando, ele deixa de ser um cliente do estado, e vende, coloca alimento na despensa, dá lucro para o estado, para o governo federal, para o Mauro Mendes, governo estadual, e para as prefeituras. Existe algo melhor e saudável do que isso?”, declarou, durante o evento realizado pela Fundação Nacional do Índio (Funai).

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