Indígenas que produzem mais de 120 toneladas de castanha em RO se preparam para exportação


Os indígenas da Terra Rio Branco, em Rondônia, produzem mais de 120 toneladas de castanha por ano dentro das próprias aldeias. Eles também são responsáveis por grandes produções de açaí e café de alta qualidade. Atualmente, os produtos são comercializados apenas no mercado interno, no entanto, o objetivo agora é exportar para outros países.


Nesta semana, a advogada especialista em direito indígena, Cássia Souza Lourenço, e o vereador Dalton Tupari se reuniram com representantes da Cooperativa dos Povos Indígenas do Rio Branco (COOPIRB) e da Associação indígena Doa Txatô (AIDT) para conhecer o território e identificar as demandas e os tipos de produção.


“A cooperativa tem muito potencial de crescimento e os produtos são de extrema qualidade e têm despertado o interesse de empresas para revenda. Hoje eles colhem cerca de 120 toneladas de castanha, mas podem colher muito mais. Pensam em aumentar para 200 toneladas ao ano”, explicou a dra. Cássia.


A próxima colheita está prevista para o fim de dezembro. Segundo a advogada, que presta assessoria jurídica aos indígenas, todos os produtos serão vendidos no mercado interno e, no próximo ano, farão a exportação.


Produção


O presidente da cooperativa, Hellyson Duarte Kanoe, contou que as principais cadeias de valores da terra indígena são: castanha-do-brasil, café, açaí, banana e mandioca.


“O trabalho de produção de castanha é o mais antigo, acontece há mais de sete anos. Durante todo esse tempo, trabalhamos nos castanhais da própria terra indígena. Já o café começou a ser cultivado há cerca de três anos e o acaí começamos a processar neste ano”, contou.


O café produzido nas aldeias é de alta qualidade, considerado cafés especiais pelas grandes indústrias. Neste ano, o café produzido por Valdir Aruá ficou em 2° lugar no Concafé, realizado última semana, em Cacoal (RO).


Já em relação ao açaí, o presidente disse que é uma das culturas mais novas inciadas na TI. Apesar disso, o projeto piloto rendeu mais de mil litros de polpa neste ano, que foram vendidos para empresas do estado.


Segundo Valdir, a produção agora será maior, pois passarão a usar a máquina de beneficiamento. “O objetivo agora é fazer o açaí em pó para conseguir exportar, porque não conseguimos conservar”, explicou.

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